A Rainha Guerreira Volume 2 – Capítulo 3: Número 3 – O Terceiro

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Prólogo A Rainha Guerreira Volume 2: O Número é Doze

Romance original em chinês por: 御 我 (Yu Wo)


Capítulo 3: Número 3 – O Terceiro

Tradução: Mariana

Revisão: Anny

Carol voltou para seu quarto na pousada, fechou a porta e se virou bem a tempo de ver Silvie cobrindo apressadamente algo na cama com um cobertor… Com um caroço tão grande na cama, de quem ele acha que pode esconder isso?

De repente, Carol realmente queria muito abrir a cabeça de Silvie e verificar o que diabos havia dentro dela. Não era impossível que ela pudesse encontrar outro limo lá dentro.

Perturbado, Silvie disse: –C-Carol! Porque você voltou tão cedo?

Cedo? Ela se envolveu em uma grande luta, assumiu uma missão e, para comprar o mapa necessário para a missão, teve que pechinchar no Clã de Aventureiros. Ela estivera ocupada desde a tarde até bem tarde da noite e acabara de voltar. Isso ainda seria considerado cedo?

–O que está debaixo do cobertor?

Carol não se deu ao trabalho de responder a Silvie.

–Bagagem!

Carol levantou uma sobrancelha, ergueu o punho cerrado e assumiu a postura de quem estava prestes a dar alguns socos no cobertor.

Silvie ficou tão aterrorizado que seu rosto ficou pálido, e ele confessou apressadamente:

–Não bata nele, não é bagagem, isto foi pego por mi …

As últimas palavras foram tão suaves que ela não conseguiu ouvi-las com clareza.

Ele pegou outro animal perdido? Carol disse, mal-humorada:

–Um OhmeuDeus já não é o suficiente?

Ela se aproximou, empurrou Silvie de lado em uma única ação e levantou o cobertor, dizendo:

–Algo tão grande, poderia ser um cachorro? Já que você escondeu um cachorro na cama, como você vai dormir à noite…?

–Não é um cachorro! –Silvie disse apressadamente.

Na verdade, não é um cachorro. Carol olhou sem palavras para a coisa na cama.

Silvie disse apreensivamente:

–E-este é Cale…

Ele já havia escolhido um nome? Carol continuou em silêncio.

A coisa na cama era um homem gravemente ferido, magro, inconsciente… e nu.

Silvie disse ansiosamente:

–As roupas de Cale estavam rasgadas e cobertas de sangue, então as removi para limpá-lo e aplicar medicamento nele. No entanto, você acabou entrando no quarto, então eu só pude usar o cobertor para cobri-lo e evitar que você visse o corpo nu de um homem.

Portanto, a razão pela qual ele escondeu o homem não foi para impedir que eu o descobrisse. Espere, então ele não precisava mentir que era uma bagagem mais cedo… Mesmo assim, ¡nada disso é o principal problema!

Carol se virou e grunhiu:

–De onde ele veio?

–Hm?

Silvie disse preocupado:

–Eu também não sei de onde ele veio.

–Não estou perguntando onde ele nasceu; é de onde você pegou essa coisa!

–Um pequeno beco à beira da estrada!

Silvie disse como se fosse óbvio: –Quando acordei, você já tinha ido embora. Achei que parecia que só restava um pouco de dinheiro, então peguei minha harpa para ir encontrar uma taberna onde pudesse cantar e ganhar dinheiro. No meio do caminho, ouvi barulhos estranhos vindos de um beco, então fui até lá para ver, e então vi Cale caído no chão! Foi muito cansativo para mim trazê-lo de volta!

–Quem permitiu que você o trouxesse de volta?

Carol estava agitada e com raiva.

– O que você pensa que somos? Um abrigo para animais perdidos?

Nervoso, Silvie disse:

–M-mas Cale foi gravemente ferido e estava até inconsciente!

–Você trouxe um estranho desconhecido…

Enquanto Carol rugia essas palavras, de repente sentiu que algo não se encaixava direito. Franzindo a testa, ela perguntou: –Ele estava inconsciente? Então, como você poderia saber o nome dele?

Não pode ser que Silvie tenha realmente escolhido o nome ele mesmo, com a intenção de manter ‘Cale‘ e Ohmeudeus juntos como animais de estimação?

Se assim fosse, ela o espancaria até virar uma polpa!

–Anteriormente, quando fui capturado, o conheci durante o leilão onde quase me tornei escravo! Naquela época, Cale também havia sido capturado e foi ele quem nos conduziu para a fuga!

Carol ficou perplexa e franziu a testa.

Silvie disse nervosamente: –Carol, posso aplicar o medicamente nele agora?

Carol acenou com a mão, deixando-o fazer o que quisesse, enquanto ela se sentava na beira da mesa, franzindo a testa enquanto observava a pessoa na cama.

–Carol!

Silvie disse severamente e pudicamente: –Você não deveria pelo menos desviar o olhar? Ele está nu!

–…

Ela mudou de posição para ficar de costas para a pessoa deitada, por um lado ouvindo os sons intermitentes atrás dela, por outro lado pensando em como cuidar da pessoa deitada. Mas por mais que ela ponderasse, havia apenas três passos.

Tratar suas feridas, ajudá-lo a se recuperar e abandonar quando estiver curado.

–Ufa! Finalmente terminei de aplicar o medicamento. Cale está gravemente ferido, de fato.

Silvie caminhou até Carol e sentou-se ao lado dela, profundamente preocupado quando ele disse:

–Muitas de suas feridas são ferimentos antigos. Além disso, não se parecem com ferimentos causados por acidentes!

Carol franziu a testa ao olhar para Silvie, perguntando: –Você estudou muito sobre ferimentos?

Silvie riu: –É porque eu sempre me machuco!

Isso é verdade.

Carol se levantou e foi até o lado da cama. A outra pessoa já estava de shorts e camisa e, embora os braços e as pernas expostos estivessem envoltos em bandagens, ela ainda podia ver vagamente algumas cicatrizes antigas. Mal dando uma segunda olhada nas feridas, ela deu um veredicto indiferente: –A maioria das cicatrizes são de chicotadas e espancamentos, ele foi torturado ou maltratado por alguém, e a duração foi de pelo menos vários meses.

Os olhos de Silvie se arregalaram.

 

 

Cale gemeu e, de má vontade, abriu seus olhos.

Durante sua fuga, ele finalmente não pôde mais se segurar e desmaiou, então ele estava agora muito provavelmente nas masmorras, certo? Ouvindo, ele parecia já ser capaz de ouvir os gritos freqüentemente ouvidos nas masmorras…

–Não mantendo!

–M-mas ele é tão lamentável!

–Existem inúmeras pessoas lamentáveis no mundo; não me diga que você vai pegar cada uma delas e cuidar delas?

–Claro que não vou! Eu só vou pegar aqueles que eu conheço!

–… Qual é a sua definição de pessoas que você conhece?

–Isto é… pessoas que conheci, conversei e cujos nomes eu sei!

–Depois de pegar alguém, como você não teria conhecido, falado com essa pessoa e sabido o nome dela?

–Eh? Quando você coloca dessa forma, isso também é verdade!

… Isto soava muito diferente das conversas que normalmente aconteciam em uma cela de prisão. Cale abriu os olhos com força, virou a cabeça para olhar e percebeu que aquelas pessoas não eram estranhas. Espantado, ele deixou escapar: –Silvester?

Assustado, Silvie se virou para olhá-lo, até mesmo caminhando para a cama, e perguntou preocupado: –Você está acordado! Você está machucado em algum lugar? Eu estava muito preocupado que você pudesse ter ossos quebrados!

Carol caminhou até o lado da cama, estendendo a mão para tocar a pessoa na cama. Cale congelou, mas reconheceu o rosto da outra. Ele já tinha visto Carol usando apenas dois punhos para se livrar de várias dúzias de adagas e espadas empunhadas por guardas, então ele não tinha a menor intenção de resistir a essa pessoa, nem mesmo se Carol quisesse quebrar todos os ossos de seu corpo inteiro da cabeça aos pés.

Silvie disse apressadamente: –Relaxe, relaxe, Carol está me ajudando a verificar se você tem algum osso quebrado e não está assediando você sexualmente!

… Ele nem havia pensado neste ponto. Cale não considerava sua aparência boa o suficiente para fazer um homem pensar em assediá-lo sexualmente. Faz mais sentido se Silvester for quem fosse assediado sexualmente!

Quando Carol tocou uma costela, Cale estava com tanta dor que respirou fundo. Calmamente, ela disse: –Não está quebrado, mas pode ser uma fratura.

Silvie começou a entrar em pánico: –E-então o que devemos fazer?

–Fique parado e não se mova.

Vai curar apenas por não se mover? Só então Silvie se acalmou. Já que Carol disse que Cale se curaria se ele não se mexesse, então definitivamente não era tão sério. Ele confiava muito nas conclusões dela sobre as condições dos ferimentos… Cada vez que ele se machucava, Carol apenas tinha que tocá-lo casualmente para determinar se o osso estava quebrado ou não!

–De jeito nenhum! Há pessoas me perseguindo. Tenho que sair desta cidade o mais rápido possível!

Cale lutou para se levantar e advertiu: –Se descobrirem que você me abrigou, não haverá um bom final para vocês dois também! Então se apresse e me deixe ir… oomph!

Cale gemeu, deitou-se na cama e caiu na inconsciência novamente, enquanto Carol lentamente retirava o punho.

Silvie gritou em voz baixa e exclamou alarmada: –Como você pôde bater em Cale! Ele está cheio de ferimentos!

–Os feridos precisam se recuperar, e dormir é o melhor para a recuperação.

–Oh, estou vendo!

Silvie relaxou, sorrindo quando ele disse: –Eu sabia que Carol é uma boa pessoa!

Bang—!

Com uma só mão, Carol jogou o homem consideravelmente ferido para o chão. Silvie ficou tão alarmado que correu para apoiar Cale, depois ergueu a cabeça e lançou um olhar perplexo para Carol.

Carol olhou para Silvie e disse friamente: –Esta cama é minha. Você tem alguma objeção?

–Não…

 

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