A Rainha Guerreira Volume 2 – Capítulo 6: Número 6 – … O quarto?

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Prólogo A Rainha Guerreira Volume 2: O Número é Doze

Romance original em chinês por: 御 我 (Yu Wo)


Capítulo 6: Número 6 – … O quarto?

Tradução: Mariana

Revisão: Anny

Os três caminharam durante um dia inteiro e só diminuíram o passo quando estava perto da noite. Cale ficou muito surpreso por Silvie não ter gritado de agonia, pois ele sentia que este último parecia ser uma pessoa que não suportava as adversidades. Se não, como ele poderia ter uma pele tão clara da cabeça aos pés e parecer como se sinos estivessem tocando em suas roupas quando ele andava? Basicamente, ele não parecia alguém que se aventuraria ao ar livre.

A aparência de Carol, por outro lado – calça mais uma capa – é o que compõe um traje normal de viajante, certo?

No entanto, a cor daquela capa era vermelho escuro e simplesmente não era uma cor que um viajante normal usaria, já que o vermelho não era uma cor muito eficaz para se misturar com o ambiente. Na verdade, era bastante eficaz em fazer Carol se destacar.

Carol caminhou até uma grande pedra ao lado e sentou-se, depois tirou um rolo de pele de carneiro de uma trouxa de pano. Ela franziu a testa enquanto olhava para o mapa, então ergueu a cabeça e gritou: –Silvie, venha aqui.

Silvie se aproximou e Carol empurrou o mapa para ele, perguntando: –Onde estamos?

Silvie olhou para o mapa e ainda teve que virar o mapa para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita antes de finalmente encontrar a orientação correta. Franzindo a testa, ele disse: –Este mapa é muito rudimentar. Que tipo de mapa é esse?

Carol disse, sem rodeios: –Um mapa da floresta onde vivem os elfos. As ervas que precisamos colher são distribuídas bem perto do local onde os elfos vivem. Precisamos ter cuidado para evitá-los, de modo a evitara a raiva dos elfos.

–Você não está familiarizada com os elfos?

Carol olhou de relance para Silvie. Esse sujeito sempre usava todas as desculpas possíveis para ouvir sobre o relacionamento entre ela e os elfos.

–Conhecer não significa que quero entrar em contato com eles, e os elfos que conheço não moram aqui. Agora, você já entendeu o mapa ou não?

–Eu não entendo isso, – Silvie disse honestamente.

–O mapa é muito simples. Além disso, não estou familiarizado com esta área.

Naquele momento, Cale se aproximou deles, deu uma olhada no mapa e usou o dedo para apontar para um ponto, dizendo: –Chegamos.

Carol olhou para o mapa e pensou profundamente por um momento.

–Devemos ser capazes de ver as ervas depois de mais meio dia de caminhada amanhã. Silvie, há um rio aqui. Leve Cale até lá para acender uma fogueira e armar as tendas com antecedência. Deixe Ohmeudeus comigo e verei se há alguma coisa por perto que eu possa caçar para adicionar ao nosso suprimento de comida. Então, eu vou me encontrar com vocês novamente.

–E também!

Carol falou em tom de advertência: –É melhor você prestar atenção na estrada. Mesmo se você quiser morrer, você não deve arrastar outros para morrer com você!

Silvie acenou imediatamente com a cabeça frenética.

Carol agarrou Ohmeudeus da cabeça de Silvie, enfiou-o rudemente em sua capa, depois se virou e foi embora.

Silvie e Cale ficaram imóveis em suas posições originais, como se respeitosamente vislumbrassem seu superior imediato. Antes da partida do superior, como poderiam os subordinados ousar se virar e patir primeiro?

Os dois esperaram até que Carol desaparecesse no meio do matagal antes de começarem a se dirigir ao seu destino.

Sem Carol e Ohmeudeus, Silvie estava finalmente decidido a realmente prestar atenção às condições da estrada. Era raro Silvie não abrir a boca e falar sem parar. Pelo contrário, foi Cale quem abriu a boca primeiro para perguntar: –Por que levar Ohmeudeus embora?

–Sem Ohmeudeus para liderar o caminho, Carol terá que passar muito tempo procurando a estrada.

Cale gritou espantado: –Esse cara não tem senso de direção?

Como isso pode acontecer? Seria mais razoável dizer que Silvie não tem senso de direção!

–Oh, eu realmente não o consideraria com falta de senso de direção, apenas não é tão bom em encontrar o caminho! Carol sempre tem que gastar o dobro do tempo antes de chegar ao destino.

Isso significa que não tem senso de direção!

–Ahhhh!

Cale, impotente, observou Silvie tropeçar novamente. Sem Ohmeudeus, ele caiu com bastante força desta vez e até ficou deitado no chão gemendo e ofegando quando não conseguiu se levantar.

Depois de muita dificuldade, ele se arrastou para cima e, com um único olhar, os dois viram que o culpado que fizera Silvie cair desta vez era…

–Eh?

 

 

Carol voltou para o acampamento, ainda segurando Ohmeudeus nas mãos. O corpo de Ohmeudeus estava enrolado em vários objetos esféricos, ovos de pássaros que ela pretendia usar como prato adicional.

Com a ajuda de Ohmeudeus, Carol não teve que perder nenhum esforço para encontrar a localização do acampamento. Ele sempre sabia a posição exata de Silvie e, embora isso não fosse particularmente normal, Carol não queria pensar muito profundamente sobre o assunto.

Em muitos aspectos, Ohmeudeus foi realmente muito útil. Ele poderia ser usado para encontrar seu rumo, poderia se transformar em uma corda e até mesmo embrulhar coisas como um pano. Era muito mais útil do que Silvie e não causava problemas! Era até mesmo muito silencioso!

Se não fosse pelo fato de que Ohmeudeus nunca deixaria Silvie, ela deveria ficar com Ohmeudeus e então jogar Silvie fora.

No momento em que ela entrou no acampamento, Carol percebeu algo errado com as expressões de ambos. A expressão de Silvie sempre foi fácil de ler. Cada vez que ele fazia algo que queria esconder, ele deliberadamente fingia estar ocupado e não olhava para ela. No momento, ele estava olhando para baixo enquanto preparava a sopa e nem mesmo gritou uma saudação quando ela entrou no acampamento. Ele estava obviamente escondendo algo.

Ao contrário, as preocupações de Cale estavam em seu rosto. Ele nem mesmo as estava escondendo.

Carol jogou Ohmeudeus, junto com os ovos de pássaros, para Silvie. Como Silvie não estava olhando para ela, houve um momento de movimento confuso antes que ele conseguisse pegá-los. No entanto, ele nem mesmo proferiu uma única palavra de reclamação e, em vez disso, ocupou-se em tirar os ovos de pássaros do corpo de Ohmeudeus.

Como era de se esperar, ele estava escondendo algo dela. Carol ponderou por um momento. Mesmo assim, ela esperaria até a hora das refeições para interrogá-los. Ela caminhou em direção à tenda, com a intenção de colocar a bagagem e a capa primeiro. Quando ela levantou a aba da tenda…

–Silvester Uriah Nate!

Silvie cobriu seus ouvidos com força, como se isso significasse que ele poderia tratar os berros como algo que não estava realmente acontecendo.

Carol correu furiosamente, rosnando: –O que é aquela coisa na barraca?!

Nervoso, Silvie respondeu: –E-eu também não tenho certeza de qual é a raça dele… Ele se parece muito com um elfo?

–Não estou perguntando sobre a raça dele! De onde ele veio?

–Nós o pegamos do mato!

A expressão furiosa de Carol era tão assustadora que Silvie quase chorou. Ele abaixou a cabeça apressadamente e fingiu estar arrependido ao dizer: –Ele desmaiou na vegetação rasteira, tropecei em sua perna e caí. Foi tão doloroso…

Carol rugiu com raiva: –Quem se importa se você cair dez vezes por dia! Quem permitiu que você o trouxesse de volta para cá? Um Ohmeudeus e um Cale ainda não são suficientes?

Acontece que estou no mesmo nível que Ohmeudeus? Cale pensou em silêncio.

Com muito medo de que Carol jogasse fora a pessoa parecida com um elfo, Silvie disse ansiosamente: –Mas ele está ferido! Como poderia ignorar sua situação e deixá-lo?

Carol realmente queria deixar escapar as palavras “Vá jogá-lo fora”, mas então ela pensou sobre a relação entre ela e os elfos. Ela realmente não podia permitir que Silvie o jogasse fora. Ela imediatamente sofreu uma dor de cabeça incessante.

Esses tipos de criaturas, como os elfos, não deveriam estar escondidos nas profundezas da floresta, de modo que, mesmo que você procurasse, não os encontraria? Como Silvie poderia ter pego um simplesmente caindo?

–Carol, ele é mesmo um elfo? –Silvie perguntou com cautela.

–Não.

Carol lembrou cuidadosamente o formato das orelhas daquela pessoa e decidiu: –Ele deveria ser um meio-elfo.

–Um meio elfo?

Cale exclamou: –Você está dizendo que ele tem sangue misto e nasceu de um humano e um elfo? Esse tipo de pessoa com sangue misto realmente existe?

–Sim, mas são muito poucos, ainda menos do que os elfos puros.

Carol voltou para a tenda, ergueu a aba da tenda e olhou para o delicado e bonito meio elfo deitado lá dentro. Seu cabelo verde estava na altura dos ombros e seu corpo era fino e esbelto. Com base na estimativa dela, ele não deveria ser muito velho… em termos de expectativa de vida de um elfo. Elfos com menos de cem anos eram todos considerados crianças. Metade dos elfos entre sessenta e setenta anos de idade também seriam considerados crianças.

Isto a deixou ainda mais intrigada. Embora os elfos não estejam dispostos a entrar em contato com outras raças, eles devem aceitar meio-elfos. Por que esse jovem meio-elfo está correndo sozinho no mundo?

Carol voltou para o lado da fogueira, sentou-se e disse: –Silvie, cozinhe uma panela separada de ensopado com ovo, pão e queijo. Os elfos não gostam do fedor da carne.

Silvie piscou e então disse alegremente: –Oh, oh! Muito bem!

Contanto que Carol não jogasse fora o meio elfo, ele não se importaria nem mesmo se tivesse que cozinhar dez panelas de sopa diferentes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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