A Rainha Guerreira Volume 2 – Capítulo 10: Número 10 – Vingança

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Prólogo A Rainha Guerreira Volume 2: O Número é Doze

Romance original em chinês por: 御 我 (Yu Wo)


Capítulo 10: Número 10 – Vingança

Tradução: Mariana

Revisão: Anny

–Cale, espere por mim!

Silvie gritou enquanto ele corria atrás dele.

–Espere por mim! Não ande tão rápido!

Quando ele começou a ver numerosos transeuntes olhando curiosamente para eles, Cale parou, deu meia volta e o repreendeu severamente.

–Você está louco? Porque diabos você está me seguindo?

Silvie correu vários passos para o lado de Cale e disse entre arfadas para respirar: –Deixe-me ir com você!

–Você quer ir comigo para matar pessoas?

Cale ergueu uma sobrancelha, não acreditando em nada nesta virada de acontecimentos.

Ao ouvir as duas palavras “matar pessoas”, o rosto de Silvie se contraiu, mas ele não refutou as palavras de Cale. Em vez disso, após muita consideração, ele disse: –Carol disse que é melhor agir à noite… então não temos que ter tanta pressa, certo?

Cale também estava plenamente consciente de que era melhor agir à noite. Ele não tinha o tipo de força que Carol tinha, para ser capaz de matar pessoas abertamente em plena luz do dia, então agora ele estava indo lá apenas para se esconder primeiro.

–Se você quiser me seguir, a partir deste momento não poderá mais falar!

Silvie só tinha começado a dizer “tudo bem” quando ele fechou a boca apressadamente. Ele até cruzou os dois indicadores sobre os lábios. Então, ele seguiu silenciosamente atrás de Cale.

Vendo isso, Cale parou de andar tão rapidamente quanto antes e começou a usar um passo normal para voltar para sua casa.

–Uau, sua casa é realmente enorme! Tem até um jardim! – Silvie exclamou.

Cale olhou ferozmente para ele e repreendeu: –Cale a boca.

Silvie ficou tão assustado que rapidamente fez outra cruz na boca.

Comparados a Carol e Halfleaf, que podiam pegar um túnel secreto, os dois não tiveram tanta sorte. Somente quando surgisse a oportunidade e não houvesse ninguém por perto, eles poderiam pular o muro.

Afinal, aquela era sua casa. Como filho ilegítimo, Cale costumava se esconder em lugares secretos. Nada era mais fácil do que encontrar um esconderijo.

Enquanto se escondiam em seu local temporário, Cale estava inicialmente ansioso que Silvie começasse a falar aleatoriamente. No entanto, ele não pronunciou uma única palavra e, depois de olhar para a esquerda e para a direita com os olhos arregalados por um tempo, adormeceu.

Ele realmente não sente o mínimo de vigilância nem nervosismo. Cale estava sem palavras. Ele até zombou de si mesmo pensando que comparado a Silvie, ele era muito mais inútil!

Ele olhou para sua mão direita, que estava segurando uma adaga com força. A lâmina da adaga era brilhante e deslumbrante. Depois de olhar de perto, ele percebeu por que não parava de brilhar; a adaga tremia incessantemente.

Depois de muita dificuldade, ele esperou até a noite. A essa altura, Silvie já estava acordado. Silvie tirou carne salgada do bolso do peito para comer e empurrou um pouco para Cale, perguntando silenciosamente se ele queria comer.

Cale realmente admirava aquele sujeito por não se assustar, não importava o quanto seu ambiente mudasse… Ou seria simplesmente que ele era estúpido demais?

Ele esperou até que Silvie terminasse de comer sua carne. Cale estimou que era quase meia-noite. Já não havia luzes acesas na casa.

–Silvie, você espera aqui.

Silvie imediatamente balançou a cabeça com firmeza, dizendo: –Você me deixa aqui, e eu gritarei imediatamente que há um assassino!

–…

Cale disse em uma voz baixa e desamparada: –Tudo bem, então, você pode me seguir. Mas não faça barulho!

Uma vez que Silvie acenou com a cabeça em concordância, os dois se afastaram de seu esconderijo em direção ao seu destino: o quarto principal.

Embora Silvie parecesse tão fraco que uma rajada de vento poderia derrubá-lo (na verdade… ele estava tão fraco que uma rajada de vento poderia derrubá-lo), ele tinha um excelente trabalho de pés. Ele era silencioso, bastante leve e gracioso.

Cale olhou curiosamente para Silvie e repentinamente pensou que seu jeito de andar saltitante parecia um pouco familiar. Pensando com cuidado, ele percebeu que eram semelhantes aos passos de uma dançarina.

Ele é realmente um bardo errante. Cale ficou novamente sem palavras.

Os dois se moveram furtivamente em direção ao quarto principal. Nem uma única pessoa apareceu nos corredores, permitindo-lhes que chegassem fora do quarto principal sem problemas.

Cale respirou fundo. Quando ele estava prestes a abrir a porta, alguém o agarrou. Ele pulou em choque, mas então percebeu que era apenas Silvie. Ele estava com tanta raiva que quase quis gritar com ele.

–Cale, isso é muito estranho. Porque não há ninguém aqui?

Silvie sentiu que a situação estava longe de ser boa. De acordo com suas várias experiências de vida, quanto mais bem as coisas corressem, mais provável que alguém sofresse uma queda gigantesca no final… Isso não era uma analogia. Foi um incidente que realmente ocorreu antes. Aquela queda até lhe causou muita dor!

–O que é estranho?

Cale disse baixinho.

–Todos eles já saíram para me caçar. Como pode ainda haver pessoas por perto!

–Mas…

Silvie ainda sentia que algo estava errado. Alguém que acabara de ter uma tentativa anterior de assassinato não deixaria um guarda para trás?

No entanto, Cale não prestou mais atenção em Silvie. Ele já estava tão perto de seu objetivo. Ele não conseguia se acalmar de forma alguma.

Empurrando suavemente a porta (a porta não estava trancada), ele a empurrou com cautela e espiou para dentro. Tudo o que viu foi uma protuberância na colcha da cama. Era óbvio que alguém estava dormindo ali.

Ele empurrou totalmente a porta e entrou. Enquanto ele estava ao lado da cama, seus sentimentos eram bastante complicados. Mesmo sabendo que o outro lado havia envenenado seu pai, e que ele precisava vingá-lo, ele nunca matou uma pessoa antes, e seu primeiro alvo era na verdade alguém com quem ele se associou de manhã à noite por vinte anos. Esse sentimento de peso não podia ser considerado leve… Mas por isso ele detestava ainda mais aquelas três pessoas!

Mesmo ele, que não nutria muitos sentimentos por eles, sentiu-se incapaz de realizar o ato. Como alguém poderia começar a assassinar seu marido, pai e irmão mais velho com quem eles estavam todos os dias?

Cale ergueu a adaga na mão. Quando ele estava prestes a derrubá-la, Silvie de repente o abraçou com força.

Cale lutou por vários momentos, mas não conseguiu se libertar. Ele só conseguia cerrar os dentes e sussurrar.

–Solte!

–Eu não vou!

Usando uma das mãos como muleta, Cale usou o cotovelo para dar um soco no estômago de Silvie. O último gemeu, mas ainda não estava disposto a soltá-lo. Cale atacou para trás novamente. Só então Silvie foi jogado para o lado e caiu no chão.

Cale nem sequer olhou para trás. Erguendo sua adaga…

–Cale, tenha cuidado! – Silvie gritou.

Cuidado? A adaga de Cale fez uma pausa. Ele se virou para olhar e viu Silvie ser pego por duas pessoas.

Mais de dez pessoas estavam paradas na entrada da porta. As sombras humanas cintilavam do lado de fora da única janela. Todas elas portavam várias armas. Eles não eram senão os criados da casa, assim como os três que ele queria matar: a mulher, seu filho e seu companheiro adúltero, que também era irmão mais novo de seu pai! A pessoa que ele tinha que chamar de tio!

Isso foi uma armadilha… Cale agarrou sua adaga, rosnando: –Soltem-no! Este assunto não tem nada a ver com ele! Venham direto para mim!

A mulher gritou alto. –Eu originalmente pretendia liberar você. Afinal, aquele homem só teve você como filho. Quem poderia imaginar que você não saberia o que era bom para você. Você realmente se atreveu a vir aqui para me matar!

–Você matou meu pai! E então me vendeu como escravo!

Cale berrou: –Você pensou que eu iria deixar todos vocês sairem assim? Vocês assassinaram meu pai!

A mulher bramiu furiosamente.

–Eu não tinha planejado matá-lo originalmente. Achei que seria bom esperar que ele morresse de doença. Quem diria que apesar de estar doente há tantos anos, ele não morreria! Se eu não o tivesse envenenado, não sei quanto tempo teria que esperar antes para herdar seus bens!

Tudo por causa desse pouco de dinheiro?! Cale sentiu uma raiva ardente no peito, mas a única manifestação disso foi um calor febril atrás dos olhos. Ele sentiu vontade de chorar. Talvez ele não pudesse vingá-lo. Desculpe pai

–Para evitar mais longas noites sem dormir, vocês dois deveriam simplesmente morrer juntos!

Ao ouvir isso, Cale apertou ainda mais sua adaga. Mesmo se ele morresse, ele faria questão de levar pelo menos algumas pessoas com ele!

Quando soube que ele ia morrer, Silvie gritou imediatamente: –Carol, socorro!

Ao ouvir o grito de Silvie, Cale se sentiu impotente ao extremo. Ele não conseguia acreditar que aquele sujeito ainda gritaria por Carol naquele momento. Será que ele realmente pensou que Carol viria salvá-lo?

Apesar disso, os sentimentos de Cale tendiam mais para a culpa. Ele estava com medo de que Silvie fosse realmente arrastado com ele e morresse. Ele ainda queria estar à procura de uma maneira de deixar Silvie escapar!

Mas apenas quando essa ideia surgiu, ele viu seu “irmão mais novo” apunhalando o estômago de Silvie com uma lâmina. Enquanto Silvie era segurado por outros, ele não tinha como se esquivar e apenas assistia com olhos arregalados enquanto a faca se aproximava de seu estômago…

–Pare!

Cale correu para frente, mas não importava o quão rápido ele era, ele não conseguia superar a velocidade da faca, e várias pessoas também correram para bloqueá-lo.

–Silvie!

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